Procuro o seu rosto em qualquer lugar que eu vá, escuto sua risada nas minhas músicas preferidas, vejo seus olhos em cada horizonte que me encontro encarando, sinto seu cheiro quando peço por proteção, me imagino te reencontrando e você me dizendo que se arrependeu de ter colocado um ponto final na nossa história.
Será que você sente minha falta? Porque eu sinto todos os dias. Todos os dias eu vou dormir torcendo para que o dia seguinte me traga uma surpresa, uma incrível surpresa.. você. Sabe, outro dia eu achei que tivesse te visto na rua, estava chovendo e eu estava atrasada para a aula, mas nada disso me impediu de correr e tentar te alcançar mas ao chegar perto vi que não era aquele que me fazia rir quando eu estava chateada ou brava com alguma coisa, inclusive com ele. Não era aquele que trazia o melhor de mim e me deixava feliz, apesar das dificuldades que eu me encontrava. O meu único medo com você era ficar muito tempo sem te ver, sem ver aquele sorriso infantil que você sempre carregava no rosto e quando eu não o via, a saudade me fazia companhia e a irritação me sufocava.
Passei noites no claro chorando por você, escrevendo sobre você e quando dormia, sonhava com o seu jeito desleixado e seus beijos que sempre me interrompiam quando eu falava besteira. Segui em frente, sabia? Tentei novas experiências, novos carinhos, nova vida mas a graça de ser feliz não era a mesma sem você, sem sua voz, sem seus cabelos enrolados que você detestava mas deixava crescer porque eu amava.
Eu não deveria sentir isso mas eu estarei aqui caso queira voltar, caso queira nós de volta. Estou esperando e não perderei minhas esperanças tão cedo, meu chatinho.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Entre nós
Cinco meses sentindo sua falta.
Talvez para quem escuta cinco meses é muito tempo para algo que durou apenas um. Algo. Algo o quê? Um romance, talvez? Sim, podemos dizer um romance, afinal havia duas pessoas envolvidas em um tipo de relacionamento exclusivo deles. Ok, vamos com romance. Um romance de apenas um mês. Apenas? Bom, claramente para mim pareceu durar mais porém para você eu não tenho certeza..
Sabe, eu nunca contei a ninguém que ainda sinto sua falta, o que acha disso ser nosso segredo? Nós não tínhamos segredos nossos, nós compartilhavamos tudo um com o outro mas nunca criamos um segredo nosso, por quê? Hm, acho que um mês não é tempo o suficiente para criar esse tipo de relacionamento. Mas calma aí, quem disse que o tempo define o tipo de relacionamento? Na minha visão, o que tivemos foi bem intenso para ter durado um mês. Nós brigavamos quando sentiamos falta dos nossos beijos e carinhos, nós nos provocavamos com nossos antigos relacionamentos ou até com amigos inofensivos. Eu sentia inveja daquela sua amiga estrangeira a qual você dizia contar sobre mim, pois eu queria te ver todos os dias, eu queria saber o que achava de mim mas fico grata de não estar lá, porque não aguentaria te ver todos os dias sabendo que não era mais meu chatinho e eu não era mais sua gordinha. Por mais que eu odiasse esse apelido você insistia que era fofo e carinhoso, então cedi e assim você me chamou por um mês.
Não posso negar que o mês que estivemos juntos foi um dos melhores que tive, se não foi o melhor. Você pode não saber mas não tenho tido meses muito felizes desde quando posso me lembrar mas aquele, definitivamente, foi. Muito feliz. Ao acabar sejá lá o que tivemos foi devastador, fiquei perplexa com o ocorrido, pois eu não imaginava.. “Vamos passar por essa fase horrível juntos, minha gordinha” você disse quando as coisas não iam muito bem para nós e eu acreditei, eu acreditei porque eu queria continuar tendo você comigo, eu queria continuar entre seus braços. Aqueles seus braços me protegiam de todo o mal que poderia me acontecer. Com você eu sabia que eu estaria bem e protegida, pois você nunca deixaria algo de ruim acontecer comigo. Quer saber a irônia? Você me protegia de tudo mas não me protegeu de você, de perder você. Você me ensinou a aceitar a perder muitas coisas, mas não me ensinou a aceitar te perder. Você não me protegeu daquilo que mais me machucaria e machucou. Te perder foi inaceitável e sinto essa perda até hoje. Cinco meses sentindo sua falta e não posso lutar para te ter de volta. Cinco meses sentindo sua falta e não posso dizer a ninguém.
Talvez para quem escuta cinco meses é muito tempo para algo que durou apenas um. Algo. Algo o quê? Um romance, talvez? Sim, podemos dizer um romance, afinal havia duas pessoas envolvidas em um tipo de relacionamento exclusivo deles. Ok, vamos com romance. Um romance de apenas um mês. Apenas? Bom, claramente para mim pareceu durar mais porém para você eu não tenho certeza..
Sabe, eu nunca contei a ninguém que ainda sinto sua falta, o que acha disso ser nosso segredo? Nós não tínhamos segredos nossos, nós compartilhavamos tudo um com o outro mas nunca criamos um segredo nosso, por quê? Hm, acho que um mês não é tempo o suficiente para criar esse tipo de relacionamento. Mas calma aí, quem disse que o tempo define o tipo de relacionamento? Na minha visão, o que tivemos foi bem intenso para ter durado um mês. Nós brigavamos quando sentiamos falta dos nossos beijos e carinhos, nós nos provocavamos com nossos antigos relacionamentos ou até com amigos inofensivos. Eu sentia inveja daquela sua amiga estrangeira a qual você dizia contar sobre mim, pois eu queria te ver todos os dias, eu queria saber o que achava de mim mas fico grata de não estar lá, porque não aguentaria te ver todos os dias sabendo que não era mais meu chatinho e eu não era mais sua gordinha. Por mais que eu odiasse esse apelido você insistia que era fofo e carinhoso, então cedi e assim você me chamou por um mês.
Não posso negar que o mês que estivemos juntos foi um dos melhores que tive, se não foi o melhor. Você pode não saber mas não tenho tido meses muito felizes desde quando posso me lembrar mas aquele, definitivamente, foi. Muito feliz. Ao acabar sejá lá o que tivemos foi devastador, fiquei perplexa com o ocorrido, pois eu não imaginava.. “Vamos passar por essa fase horrível juntos, minha gordinha” você disse quando as coisas não iam muito bem para nós e eu acreditei, eu acreditei porque eu queria continuar tendo você comigo, eu queria continuar entre seus braços. Aqueles seus braços me protegiam de todo o mal que poderia me acontecer. Com você eu sabia que eu estaria bem e protegida, pois você nunca deixaria algo de ruim acontecer comigo. Quer saber a irônia? Você me protegia de tudo mas não me protegeu de você, de perder você. Você me ensinou a aceitar a perder muitas coisas, mas não me ensinou a aceitar te perder. Você não me protegeu daquilo que mais me machucaria e machucou. Te perder foi inaceitável e sinto essa perda até hoje. Cinco meses sentindo sua falta e não posso lutar para te ter de volta. Cinco meses sentindo sua falta e não posso dizer a ninguém.
Um dia
Ela não o beijou. Não que ele tivesse tentado mas ela não o beijou.
Ela olhava fixamente para os olhos dele enquanto conversavam e driblava quem tentava interromper aquele momento. O mais estranho? Ele fazia o mesmo e mais: ele a abraçava. Todos que estavam em volta perceberam que tinha algo acontecendo e aos poucos foram indo embora achando que deviam dar privacidade a eles. E deviam? Talvez, pois se sentiram muito mais à vontade depois. O que será que isso significa? Essa pergunta não saía da cabeça dela. Será que ele também está sentindo isso? Outra pergunta que não a deixava em paz.
Depois de horas de conversa que pareceram só alguns minutos, eles se juntaram aos amigos que haviam ido embora, porém eles continuaram com os olhares. Foi uma troca de olhares intensa daquelas que sentimos a alma saindo de nosso corpo e indo à uma dimensão de sensações e sentimentos novos.
Não dava para negar, havia algo entre eles mas não faziam nada a respeito. O que logo foi foco de arrependimento quando ela, decepcionada pela falta de atitude dele, foi atravessar a rua para comprar uma cerveja, porém sua mágoa a cegou e um carro, loucamente acelerado, arrancou a alma do corpo dela. Quando ele viu aquela cena, ele foi correndo ao encontro dela e ao perceber que não havia o que fazer, apoiou sua cabeça em seu corpo e se pôs a chorar.
Naquele momento ele aprendeu que se arrepender daquilo que foi feito é melhor do que daquilo que não foi feito. Isso não vai traze-lá de volta, mas pode salvá-lo de outras maneiras. Ai se ele tivesse aprendido isso antes.. Duas vidas seriam metades e juntas seriam um amor inteiro.
Ela olhava fixamente para os olhos dele enquanto conversavam e driblava quem tentava interromper aquele momento. O mais estranho? Ele fazia o mesmo e mais: ele a abraçava. Todos que estavam em volta perceberam que tinha algo acontecendo e aos poucos foram indo embora achando que deviam dar privacidade a eles. E deviam? Talvez, pois se sentiram muito mais à vontade depois. O que será que isso significa? Essa pergunta não saía da cabeça dela. Será que ele também está sentindo isso? Outra pergunta que não a deixava em paz.
Depois de horas de conversa que pareceram só alguns minutos, eles se juntaram aos amigos que haviam ido embora, porém eles continuaram com os olhares. Foi uma troca de olhares intensa daquelas que sentimos a alma saindo de nosso corpo e indo à uma dimensão de sensações e sentimentos novos.
Não dava para negar, havia algo entre eles mas não faziam nada a respeito. O que logo foi foco de arrependimento quando ela, decepcionada pela falta de atitude dele, foi atravessar a rua para comprar uma cerveja, porém sua mágoa a cegou e um carro, loucamente acelerado, arrancou a alma do corpo dela. Quando ele viu aquela cena, ele foi correndo ao encontro dela e ao perceber que não havia o que fazer, apoiou sua cabeça em seu corpo e se pôs a chorar.
Naquele momento ele aprendeu que se arrepender daquilo que foi feito é melhor do que daquilo que não foi feito. Isso não vai traze-lá de volta, mas pode salvá-lo de outras maneiras. Ai se ele tivesse aprendido isso antes.. Duas vidas seriam metades e juntas seriam um amor inteiro.
Branco
Com o lápis na mão olhando para uma folha em branco esperando aquilo que chamamos de inspiração. Minha mão começa a trabalhar com o lápis e sem perceber não escrevi, rabisquei. Onde estão todos aqueles meus pensamentos que me torturam dia e noite? Quero tirar tudo aquilo da minha cabeça e colocar no papel mas no instante que minha mão e o lápis se encontram, tudo se mistura e some. Some como em um passe de mágica.
Os pensamentos devem continuar em nossa mente e somente lá, talvez. Eles são o que temos de mais profundo e único, eles fazem quem somos. Afinal, penso logo existo.
Os pensamentos devem continuar em nossa mente e somente lá, talvez. Eles são o que temos de mais profundo e único, eles fazem quem somos. Afinal, penso logo existo.
Luto.
Me encontro em constante luto. Luto por minha causa, por sua e por deles.
Todos pecamos, alguns mais que os outros mas isso não nos escala em nenhuma forma de mais pecadores ou menos pecadores. Somos seres humanos e por esse fato único muita coisa pode ser compreendida.
Nós amamos, nós odiamos e fazemos parte de um mundo negro onde honestidade e simplicidade são jóias raras. Vivemos em um mundo catastrófico onde nem mesmo a natureza suporta existir e acaba se destruindo. Se nem a mãe de tudo e todos aguenta como nós, meros mortais, aguentaremos? O mundo julga aqueles que não conseguem sobreviver nesse mundo, mas eles estão errados? Olhe em volta e diga se vale a pena sofrer por esse mundo, se alguma coisa diz para ficarmos firmes que no fim algo grande e bonito virá para recompensar. Achou alguma coisa? Pois é, como já disse, me encontro em constante luto, afinal, nosso mundo está morto.
Todos pecamos, alguns mais que os outros mas isso não nos escala em nenhuma forma de mais pecadores ou menos pecadores. Somos seres humanos e por esse fato único muita coisa pode ser compreendida.
Nós amamos, nós odiamos e fazemos parte de um mundo negro onde honestidade e simplicidade são jóias raras. Vivemos em um mundo catastrófico onde nem mesmo a natureza suporta existir e acaba se destruindo. Se nem a mãe de tudo e todos aguenta como nós, meros mortais, aguentaremos? O mundo julga aqueles que não conseguem sobreviver nesse mundo, mas eles estão errados? Olhe em volta e diga se vale a pena sofrer por esse mundo, se alguma coisa diz para ficarmos firmes que no fim algo grande e bonito virá para recompensar. Achou alguma coisa? Pois é, como já disse, me encontro em constante luto, afinal, nosso mundo está morto.
Ela.
Ela era linda, tinha cabelos castanhos e seus cachos caíam sobre seu ombro com a leveza de uma pena. Eu a observava há muito tempo, porém não o suficiente para ela reparar. Ela costumava rir quando ouvia um pássaro cantarolar e balançava a cabeça conforme o ritmo da canção. Algo aconteceu naquele dia, pois dessa vez dois pássaros se puseram a cantarolar e não via o movimento de seus lindos cachos os seguindo. Dois pássaros. Sim, dois. E hoje ela não os acompanhou. Dei um passo à frente pensando em perguntar o que houve, mas achei melhor não, afinal, ela não sabia que a observava e se soubesse, acharia que sou maníaco. Resolvi ir embora, pois não agüentava mais olhar para aqueles olhos verdes e não vê-los brilhar.
No dia seguinte fui procurá-la no mesmo lugar de sempre, mas não a vi. Lembrei do dia anterior e a preocupação veio me dizer que algo estava errado. Esperei por horas e nada dela aparecer. Foi assim por dias, até que um dia estava a caminho das minhas horas de espera de novo, combinei comigo que seria o último dia de espera. Esperei por horas e nada dela aparecer, de novo. De cabeça baixa fui indo em direção a minha casa quando um pássaro começou a cantarola. Parei, procurei esse pássaro e fiquei encarando-o. Alguns segundos depois, escutei um assobio seguindo a canção do pássaro.. Paro, sinto meu coração disparar e minhas mãos ficam, imediatamente, geladas. Olho para trás e lá está ela com um vestido branco, longo e seus inesquecíveis olhos verdes castanhos brilhando assim como seus cachos castanhos. Vejo essa imagem e esqueço para onde estava indo, me sento no banco ao meu lado e a observo. Dias e dias sem ter essa visão extraordinária. Senti falta.
Não me agüentei, fui atrás dela. Cheguei bem perto de seus cabelos e senti um cheiro de lavanda. Respirei fundo e a cutuquei. Ela se virou com uma feição calma, ela me olhou e perguntou o que eu desejava, minha vontade era responder que ela era meu desejo, que um desejo era de tê-la e não largá-la nunca mais, porém respondi:
- Vo..vo..você é linda.
Sim, eu gaguejei. Isso nunca tinha acontecido comigo. Logo eu que consigo controlar minhas emoções e não ser transparente, gaguejei na frente da beleza em pessoa. Sinto-me envergonhado, frágil e inútil. Eu poderia ter falado algo melhor, ela deve estar achando que eu sou um imbecil. ‘Você é linda’ ai Deus, faça com que ela esqueça o que eu disse. Surpreendi-me quando ela abriu um sorriso incrível que roubou todo meu ar. Ela agradeceu e perguntou se queria sentar ao lado dela no banco e não pude recusar.
Nos sentamos e ficamos apreciando a natureza e sua beleza. Conversamos sobre variados assuntos, rimos sobre diversas coisas e assim me senti completo. Quando percebemos já era noite, já estava escuro e essa escuridão trouxe um vento frio, ela se encolheu e podia ouvir seus dentes baterem uns nos outros. Tirei meu casaco e coloquei em seus ombros, ela olhou para mim e sorriu mais uma vez com aquele sorriso incrível que roubou todo meu ar novamente. Perguntei se ela queria que a levasse para casa, ela disse que não, que queria passar mais tempo comigo. Senti meu coração sair, dar uma volta e voltar. Disse que era melhor irmos para casa descansarmos e no dia seguinte iríamos nos encontrar aqui mesmo. Feito esse combinado, a acompanhei até sua casa e fui para a minha.
Quando me deitei não conseguia parar de pensar em outra coisa sem ser nela e no sorriso maravilhoso que estampava seu rosto. Quando, finalmente, consegui dormir sonhei com ela, na verdade, foi um pesadelo, pois nesse sonho, quer dizer, pesadelo, nós não conseguimos nos encontrar. Acordei nervoso, passei horas na cama esperando o despertador tocar e ir encontrá-la. O despertador tocou. Levantei correndo e fui me arrumar. Chegando ao nosso ponto de encontro a vi me esperando com aquele lindo rosto calmo que me tira o ar sempre que o vejo. Ela me viu e sorriu para mim e a parir daquele momento eu soube que ela era minha.
No dia seguinte fui procurá-la no mesmo lugar de sempre, mas não a vi. Lembrei do dia anterior e a preocupação veio me dizer que algo estava errado. Esperei por horas e nada dela aparecer. Foi assim por dias, até que um dia estava a caminho das minhas horas de espera de novo, combinei comigo que seria o último dia de espera. Esperei por horas e nada dela aparecer, de novo. De cabeça baixa fui indo em direção a minha casa quando um pássaro começou a cantarola. Parei, procurei esse pássaro e fiquei encarando-o. Alguns segundos depois, escutei um assobio seguindo a canção do pássaro.. Paro, sinto meu coração disparar e minhas mãos ficam, imediatamente, geladas. Olho para trás e lá está ela com um vestido branco, longo e seus inesquecíveis olhos verdes castanhos brilhando assim como seus cachos castanhos. Vejo essa imagem e esqueço para onde estava indo, me sento no banco ao meu lado e a observo. Dias e dias sem ter essa visão extraordinária. Senti falta.
Não me agüentei, fui atrás dela. Cheguei bem perto de seus cabelos e senti um cheiro de lavanda. Respirei fundo e a cutuquei. Ela se virou com uma feição calma, ela me olhou e perguntou o que eu desejava, minha vontade era responder que ela era meu desejo, que um desejo era de tê-la e não largá-la nunca mais, porém respondi:
- Vo..vo..você é linda.
Sim, eu gaguejei. Isso nunca tinha acontecido comigo. Logo eu que consigo controlar minhas emoções e não ser transparente, gaguejei na frente da beleza em pessoa. Sinto-me envergonhado, frágil e inútil. Eu poderia ter falado algo melhor, ela deve estar achando que eu sou um imbecil. ‘Você é linda’ ai Deus, faça com que ela esqueça o que eu disse. Surpreendi-me quando ela abriu um sorriso incrível que roubou todo meu ar. Ela agradeceu e perguntou se queria sentar ao lado dela no banco e não pude recusar.
Nos sentamos e ficamos apreciando a natureza e sua beleza. Conversamos sobre variados assuntos, rimos sobre diversas coisas e assim me senti completo. Quando percebemos já era noite, já estava escuro e essa escuridão trouxe um vento frio, ela se encolheu e podia ouvir seus dentes baterem uns nos outros. Tirei meu casaco e coloquei em seus ombros, ela olhou para mim e sorriu mais uma vez com aquele sorriso incrível que roubou todo meu ar novamente. Perguntei se ela queria que a levasse para casa, ela disse que não, que queria passar mais tempo comigo. Senti meu coração sair, dar uma volta e voltar. Disse que era melhor irmos para casa descansarmos e no dia seguinte iríamos nos encontrar aqui mesmo. Feito esse combinado, a acompanhei até sua casa e fui para a minha.
Quando me deitei não conseguia parar de pensar em outra coisa sem ser nela e no sorriso maravilhoso que estampava seu rosto. Quando, finalmente, consegui dormir sonhei com ela, na verdade, foi um pesadelo, pois nesse sonho, quer dizer, pesadelo, nós não conseguimos nos encontrar. Acordei nervoso, passei horas na cama esperando o despertador tocar e ir encontrá-la. O despertador tocou. Levantei correndo e fui me arrumar. Chegando ao nosso ponto de encontro a vi me esperando com aquele lindo rosto calmo que me tira o ar sempre que o vejo. Ela me viu e sorriu para mim e a parir daquele momento eu soube que ela era minha.
Auto-estima.
Já me disseram que tenho que acreditar em mim mesma que só assim poderei ficar melhor, mas me pergunto como aspessoas conseguem, como elas conseguem acreditar e confiar no que são ao ponto de não deixar ninguém passar por cima delas? É a pergunta que vale um milhão de doláres. Um simples abraço ou sorriso me deixa feliz, uma simples mensagem ou uma ligação me deixa confiante. Palavras de carinho me confortam e me fazem bem, então qual é o problema? A ausência dessas coisas. Isso que me deixa insegura. Ridículo, infantil e pareço uma garota mimada que precisa ser lembrada que há pessoas que a amam mesmo que ela não saiba o motivo. Mas no final, quem se importa com tudo isso?
Dúvidas e dúvidas
Na cama, deitada, ouvindo música alta no fone e pensando. Pensando em você e na falta que me faz, na falta que nossas conversas me faz.
Você pensa em mim? Eu te faço falta ou já te fiz algum dia? Eu sei que eu não gostaria de saber as respostas, pois elas não são as que eu quero que sejam. A falta que você me faz não cabe mais em mim. É uma saudade que me assombra todos os dias. Terá ela um fim? Me perseguirá até quando? Terei forças para continuar? Questões que só o tempo responderá.
Você pensa em mim? Eu te faço falta ou já te fiz algum dia? Eu sei que eu não gostaria de saber as respostas, pois elas não são as que eu quero que sejam. A falta que você me faz não cabe mais em mim. É uma saudade que me assombra todos os dias. Terá ela um fim? Me perseguirá até quando? Terei forças para continuar? Questões que só o tempo responderá.
Todas nós
Menina ou mulher, alta ou baixa, gorda ou magra, não importa como elas sejam, todas querem uma coisa: amor. Aquele amor que nos deixa sem fôlego, aquele que nos dá um frio da barriga sempre que se aproxima. Aquele amor que vemos em filmes, livros e poemas. Não é mesmo? Que mulher não quer um Noah Calhoun ou um Landon Carter? Que mulher não quer um beijo na chuva ou um beijo roubado quando está falando sem parar? No fim do dia, toda mulher deseja, por mais clichê que possa ser, um amor de cinema. Um amor que compreende, aceita e supera tudo e todos. É perdir muito? Talvez, mas a esperança de que ele existe assombra todas as mulheres. A ideia de que o amor idealizado existe é uma ilusão, pois com o passar do tempo, com nossas experiências, percebemos que o tal do amor idealizado não existe e sim o amor que nós mesmos fazemos, o amor que se torna perfeito pela sua existência e por aqueles que o praticam. E esse sim é o amor verdadeiro, o amor que não te desaponta, mesmo tendo aquela ilusão do amor idealizado.
De novo
Mais uma vez estou sem palavras pra você. Não sei como você consegue fazer isso, mas você simplesmente faz. Analisar as situações sempre foi minha mania e analisar a nossa situação é complicado, é inútil, me cansa e eu não consigo chegar a nenhuma conclusão. Você me confunde de um jeito que ninguém nunca conseguiu e não consigo entender o motivo. Suas palavras são como ruídos no meio da noite, que não consigo parar de ouvir mesmo quando se vão e não há nada para se fazer além de ouvi-las e continuar sentindo aquele friozinho na barriga cada vez que as ouço. Isso tudo está me deixando confusa e meu único pedido é: saia da minha cabeça.
Quando te vi
Duas horas da manhã, deitada no escuro do meu quarto. Lembro-me de quando você estava aqui comigo e me disse que foi bem melhor do que imaginava. Senti algo crescer em mim, algo bom. Algo que fez com que eu me sentisse diferente. Nada podia me abalar, nada podia tirar isso de mim a não ser uma coisa: a despedida. Quebrou meu coração em partes que eu não sabia que existiam e doeu em intensidades que nunca havia sentido antes. Nada se compara ao seu beijo, seu abraço, seu sorriso, enfim, você. Você é único pra mim e ninguém é capaz de mudar isso. Só te peço uma coisa: volte para mim.
Você
Você apareceu como o sol em uma tempestade, inesperado e impactante. Você criou seu espaço em mim que não foi mais ocupado. Suas palavras marcaram em mim, fizeram com que me sentisse bem. Desejei seus lábios nos meus assim como pobres desejam dinheiro, desejei sua mão segurando a minha como desejam chuva na seca. Quando tive tudo o que desejei, senti o mundo mudado, um mundo cruel tornou-se bom. Quando o que senti foi embora com você, me senti inválida e culpada. Culpada por me permitir sentir o que sinto. Sua falta.
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